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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cinco Minutos




Entrei por uma grande superfície comercial com um pensamento: - Mas k raio faço eu aqui, se nada do que está aqui dentro me traz felicidade. Nem vontade em consumir sinto.
Consumir...
Na verdade, aquilo que tenho vontade de consumir continua a ser o mesmo, mais do mesmo. Sim... apetece-me voltar a sentir o sabor de palavras que descrevem pensamentos. De viajar com a mente para lugares incertos e desconfortáveis procurando respostas que não existem.
… Folheei um livro.
Ao olhar para um parágrafo, pensei: - Não devia de estar aqui a ler, devia era de estar a escrever, isso sim. Devia de estar a alimentar aquele sorriso que não se vê, a satisfação de saber estar comigo e acrescentar paginas á bíblia da religião com a qual mais me identifico.
Saí... Saí daquela grande superfície comercial e entrei no carro zangado comigo ao perceber que não tinha páginas brancas onde escrever esse pensamento espontaneo.
- Não faz mal! Pensei...
Tomei nota do momento num “megabyte” livre da minha usada memória e... aqui estou eu.
Do nada... ganhei vontade.
Num muro branco... grafitei no vazio.
Olhando num céu cinzento... espreitei o Sol, despejando as vagas de um mar agitado e continuei...
Continuei a pensar simples, olhando para além do que é visível.

Dobicodacaneta, 25-9-2012

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