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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Livro meu...part 5 ( O Controlador)


Jordi estava a trabalhar, não lhe passava pela cabeça o que estava a acontecer naquele velho bar. Nem o nome escolhido como tema para aquela noite tinha entendido.
Jordi estava um pouco inseguro, não sabia bem qual o significado de Pablo na vida de Eva.
Por outro lado não se sentia muito preocupado com isso pois, achava que fazia tudo bem, era muito cordial, muito meticuloso, ele procurava nos livros respostas para as suas perguntas.
Facilmente se poderiam encontrar livros desse género na sua mesa-de-cabeceira, tipo: “Como conquistar as mulheres”, “como manter uma relação”, Jordi era um pouco os livros que lia, era perspicaz, fazia disso a sua religião.
Jordi era um controlador aéreo, passava muito tempo com as suas máquinas, concentrado com o pensamento ocupado e não entendia que as relações por vezes têm que ser regadas como uma planta.
Jordi tinha estilo, a sua roupa era devidamente passada a ferro até perder por completo suas rugas, seus vincos, o seu cabelo parecia penteado um a um, sua pele era brilhante e cremosa, seus sapatos castanhos de berloques eram engraxados diariamente, era coleccionador de relógios Swatch que trocava quase diariamente para combinar com o colorido da roupa que usava, os pólos e camisas de marca que vestia eram cuidadosamente colocados por dentro das calças, os cintos eram também uma sua perdição, usava-os com distinção, gostava de se mostrar ao volante do seu Audi TT ouvindo umas musicas da moda.
Jordi era um consumidor, tinha pinta, muita pinta, e isso deixava-o seguro, ele era ponderado, o seu interior era fabricado, já perdera toda a sua genuinidade e não o entendia como defeito, para ele tudo eram virtudes.
Jordi vivia num duplex em Cádis junto há baia num condomínio fechado, a sua casa parecia que nunca tinha sido mexida. Os livros que se inclinavam na estante tinham aspecto de nunca terem sido desfolhados, tudo estava em seu sítio.
Por viver num condomínio fechado, ele estava distante do povo e vivia numa realidade que não era muito social, como quem vive uma vida dentro de outra vida.
O inesperado não entrava na vida de Jordi, ele não ardia porque não sentia a chama.

1 comentário:

  1. Acho a história bonita... grande trabalho vitinha...mas...grande carola para inventar um nome como "Jordi"...esse nome existe? Bom trabalho...:)

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